Feiras livres da capital funcionam com horários reduzidos
Para boa parte dos feirantes, nova lei derruba ainda mais o movimento e 40% do faturamento
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), determinou uma série de alterações no funcionamento das feiras livres. O novo decreto estabelece que os feirantes façam o descarregamento dos equipamentos, da carga, e a montagem das bancas, das 6h às 7h30. O horário máximo de funcionamento da feira vai até as 13h30, quando deve começar a desmontagem das barracas para que as ruas estejam totalmente liberadas até as 15h.
Foto Divulgação
Segundo a prefeitura, a mudança tem dois objetivos. O primeiro é agilizar a coleta de resíduos para evitar que os sacos fiquem à mercê das enxurradas e agravem o já complicado problema das enchentes. O outro seria liberar as ruas mais rapidamente, uma tentativa de evitar os congestionamentos.
Não é a primeira vez que a prefeitura investe contra os feirantes. Em abril de 2007, uma lei proibiu que os cerca de 11 000 vendedores gritassem em alto e bom som ou com aparelhos sonoros as qualidades e os preços de seus produtos. Um ano depois, a fiscalização fechou o cerco contra as barracas, especialmente as de pastel que espalhavam banquinhos pela calçada, atrapalhando a circulação dos pedestres.
Agora, quem descumprir o novo decreto poderá arcar com multa que estabelece punições que variam da suspensão da feira, à sua extinção. A multa por recolhimento de lixo é de R$ 67 e a por desativação atrasada é de R$ 250 para o feirante. Para uma grande parte dos feirantes, o movimento caiu cerca de 40% com a determinação do novo decreto.
Hoje, são mais de 903 feiras livres espalhadas nos bairros da capital. A responsabilidade de fiscalizar caberá aos 700 fiscais municipais, que devem ganhar ajuda de trinta outros agentes da supervisão municipal de abastecimento da prefeitura.
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Números das feiras livres paulistanas
■ 8 000 paulistanos, em média, circulam diariamente por elas.
■ 40% das feiras ficam na Zona Leste — a Penha é o bairro com a maior concentração delas.
■ 150 ruas são ocupadas diariamente por esses mercados ao ar livre, exceto nas segundas-feiras.
■ As 43 858 barracas somam 233 000 metros lineares, o equivalente ao comprimento de oitenta avenidas Paulista.
■ Com 163 bancas, a feira da Avenida Miguel Stéfano, no Jabaquara, é a maior de São Paulo.
■ 15 000 reais é o preço de uma licença para uma banca de 8 metros de comprimento por 2 de largura em bairros do centro expandido.
■ 2 000 reais por dia é quanto fatura, em média, uma barraca de pastel.
Por Renato Ricarte
■ 20% das 903 feiras livres da cidade funcionam aos domingos.
■ 8 000 paulistanos, em média, circulam diariamente por elas.
■ 40% das feiras ficam na Zona Leste — a Penha é o bairro com a maior concentração delas.
■ 150 ruas são ocupadas diariamente por esses mercados ao ar livre, exceto nas segundas-feiras.
■ As 43 858 barracas somam 233 000 metros lineares, o equivalente ao comprimento de oitenta avenidas Paulista.
■ Com 163 bancas, a feira da Avenida Miguel Stéfano, no Jabaquara, é a maior de São Paulo.
■ 15 000 reais é o preço de uma licença para uma banca de 8 metros de comprimento por 2 de largura em bairros do centro expandido.
■ 2 000 reais por dia é quanto fatura, em média, uma barraca de pastel.
Por Renato Ricarte


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